• Existe Afro-descendentes na Ásia?

    Veja uma lista de celebridades 'Blasians'.

  • Curiosidades: Grupos e Solos

    Veja uma lista de curiosidades de 52 grupos e cantores do K-Pop.

  • Idols são reconhecidos em público?

    Idols que afirmaram não serem reconhecidos em público.

  • Estrangeiros no K-Pop (Idols que não são coreanos)

    Veja uma lista dos Idols do K-Pop que não são coreanos.

  • Coisas no K-Pop que você precisa se acostumar

    Lista de alguns aspectos que são comuns no K-Pop mas estranhos para os fãs ocidentais.

  • K-Idols que têm (ou tiveram) Doenças Graves

    K-Idols que têm (ou tiveram) Doenças Graves e Você não Sabia (Parte 2)

janeiro 31, 2017

LGBTQ no K-Pop

Compartilhe & Comente

Quando se fala sobre 'gays no kpop', as blogueiras(os) sempre cometem o mesmo erro: escrevem direcionado a alguém que tem pleno conhecimento da cultura coreana e asiática. Porém, isso nem sempre é explicativo já que muitos fãs de K-Pop, mesmo os mais antigos, não conhecem muito sobre questões culturais, muitos só escutam a música mesmo. Nós estamos habituados aos conceitos fúteis de masculinidade ocidental, mas na Ásia, consequentemente, Coreia, os conceitos e padrão de beleza são um pouco diferentes, alguém que não está familiarizado com isso pode simplesmente ter uma compreensão muito rasa sobre o assunto (isso acontece muito em qualquer postagem sobre o meio LGBT).

Por isso, decidi fazer essa postagem com abordagem diferente das outras postagens sobre o assunto, explicando conceitos. Espero que gostem, e essa esclarecedor. No final da postagem, citarei outros blogs que escrevam sobre o assunto com abordagem diferentes (então, ser quiser, pode ler a postagens deles primeiro).

Mas primeiro..
AVISO: COMENTÁRIOS HOMOFÓBICOS SERÃO EXCLUÍDOS!
Pelo amor de Deus, não vem comentar merda aqui. Se você é cristão, vá a igreja em vez que gastar tempo atoa comentando versículo em postagem sobre Homossexualidade na internet, se for prestar desserviço, faça isso bem longe daqui. Todos temos direito a liberdade de expressão, porém oprimir, inferiorizar ou difamar alguém é contra a lei.


O Tabu coreano
A Coreia do Sul, assim como a maioria dos países asiáticos, é muito conservador e tradicional. Uma pesquisa da Pew de 2013 mostrou que 39% dos coreanos apoiam a aceitação social da homossexualidade. Uma vez que tudo que não é habitual da cultura deles é taxada como algo imposto pela cultura estrangeira. Sendo assim, muitos coreanos dizem que a homossexualidade não existia na Coreia e que foi trazida pelos estrangeiros. Essa, porém é uma visão muito leiga e equivocada, já por exemplo o Hwarang, grupo de elite formado por homens da Dinastia Silla, eram, em poesias da época, relatados que tinham relações entre os guerreiros. Já na Dinastia Joseon, a existência do grupo de performances Namsadang fortificou ainda mais a ideia de homossexualidade na Coreia, onde esse grupo de jovens que se vestiam de mulheres e tiravam sarro dos nobres apresentavam-se para aldeões. Embora as danças e atuações rendessem um bom dinheiro para eles, a principal atividade era a prostituição, com homens das aldeias.

Pesquisas revelam que menos de 2 por cento da população mundial é gay (ou seja, menos de uma em 50 pessoas), e infelizmente, a sociedade de maioria dos países é opressora com as minorias, sejam eles homossexuais, negros, deficientes, estrangeiros, etc. E na Ásia não é diferente, apesar de que a descriminação lá nem sempre é tão severa quanto no Ocidente, uma vez que os orientais se preocupam muito com a imagem social que transmitem e até mesmo o governo destes países tentam esconder os aspectos "pobres" da sociedade deles. Mesmo essa "máscara" de falso moralismo a descriminação, opressão e ignorância ainda é muito grande e frequente na Coreia, o que não é de se surpreender em um país que até mesmo as mulheres não tem posição social relevante.

Veja também: Artista gay, Nick Neon, é atacada por homem bêbado em trem na Coréia do Sul.
Texto de auxílio: Homossexualidade na Coreia do Sul | na terra do Kimchi.

Como muitos tentam afirmar que a homossexualidade foi trazida pelos estrangeiros, podemos citar um caso de um norte-coreano que sempre foi gay mas apenas descobriu o significado disso depois que fugiu da Coreia do Norte, acompanhe abaixo um resumo da história dele:

Jang Yeong-jin resolveu enfrentar o perigo da fronteira mais vigiada do mundo e, em 1997, conseguiu fugir da Coreia do Norte e entrar no território do vizinho do Sul. Ao chegar ao país capitalista, Jang descobriu o que tanto o incomodava: era gay e não sabia. "Eu fiquei com vergonha de confessar que eu vim para cá (Coreia do Sul) porque não sentia atração sexual pela minha esposa", disse Jang ao "New York Times". "Eu não conseguia explicar o que me incomodava tanto, o que fazia a minha vida terrível na Coreia do Norte, porque eu não sabia até que cheguei aqui que eu era gay. Não sabia nem o que era homossexualidade", acrescentou.

Aos 55 anos, Jang é considerado o único gay a abandonar a Coreia do Norte e viver no país rival do Sul. Em 2004, após perder todos os pertences para um golpista, ele decidiu procurar ajudar em um grupo ativista dos direitos dos homossexuais. Jang publicou no ano passado um livro, no qual narra o drama de ser homossexual em um país totalitário, que afirma que a "homossexualidade não existe porque os cidadãos do país vivem com mente sã e bons princípios morais". Jang conta que se sentiu um duplo "extraterrestre" na Coreia do Sul: um traidor do regime do Norte e gay (apesar de viverem com democracia, sul-coreanos tratam a homossexualidade como um tabu).

"Na Coreia do Norte, nenhuma pessoa comum entende o conceito de homossexualidade", disse Joo Sung-ha, que estudou em uma universidade da elite em Pyongyang (Coreia do Norte) e hoje trabalha como repórter na Coreia do Sul. "Na minha universidade, apenas a metade das pessoas já deve ter ouvido a palavra. Mesmo assim, ela era tratada como algo estranho, uma doença mental que aflige sub-humanos, encontrada apenas no depravado Ocidente", completou.

Jang garante nunca ter ouvido falar da atração por pessoas do mesmo sexo em Chongjin, cidade em que sempre viveu, mesmo quando começou a se interessar por um adolescente chamado Seon-cheol. Os dois continuaram amigos depois de se mudarem para Pyongyang, onde fizeram faculdades diferentes. "Quando o metrô ficava muito lotado, eu me sentava no colo de Seon-cheol e ele me abraçava a cintura. Ninguém ligava, achava que éramos amigos de infância", comentou. Os dois se separaram em 1976, quando entraram para o Exército, aos 17 anos, onde as relações físicas mais estreitas se tornam questão de sobrevivência. "No inverno, quando os soldados só têm dois cobertores fininhos e praticamente nenhum aquecimento, era um parceiro e dormirem abraçados à noite para se manterem aquecidos. É considerado parte do que o partido chamava de camaradagem revolucionária", explica o norte-coreano. Jang foi dispensado em 1982, depois de contrair tuberculose. De volta a Chongjin, foi oficial de comunicações móveis no porto. Em 1987, casou-se com uma professora de Matemática em uma união arranjada.

No inverno de 1996, atravessou a nado um rio gelado para chegar à China. Depois de procurar em vão, durante mais de um ano, uma forma de chegar à Coreia do Sul, teve que voltar pra o Norte. Em 1997, finalmente conseguiu cruzar a fronteira, às escondidas. Além dele, pouquíssimos desertores conseguiram cruzar a área, lotada de minas terrestres. Sua façanha virou manchete.

Na Coreia do Sul, o governo finalmente o libertou depois que contou a história de seu casamento problemático – mas Jang continuava não entendendo direito sua orientação sexual até ler um artigo sobre os direitos dos gays, em 1998, que mostrava fotos de casais do mesmo sexo se beijando e dois homens nus na cama, além de mencionar os bares exclusivos em Seul. "Foi como se as luzes se acendessem na minha mente", contou.

Fonte: Homem foge da Coreia do Norte, descobre que é gay e o que é homossexualidade. (mudei o título pois achei muito ignorante)

Apenas pela situação citada acima, podemos afirmar: homossexualidade não é algo trazido da cultura ocidental 'branca', sempre houve homossexualidade em todas as culturas, é simplesmente impossível afirmar ao contrário. Não só na Ásia, mas muitos países da africa afirmam a mesma coisa, mais 30 países punem homossexuais, alguns são penas leves, e pelos menos 14 com pena de morte, por isso nos últimos anos começou uma grande migração de gays africanos na a America a fim de escapar da opressão de seus países natais.

Homossexualidade não é doença, nem distúrbio, nem construção social, simplesmente, é algo natural como qualquer parte do corpo, já nasce com a pessoa. O repórter, Jang Yeong-jin, citado acima é a prova viva de que gays nascem gays, independente da criação ou de experiencias cis, continuam sendo gays pois é assim que nasceram.



A cultura do afeto na Ásia
Como muito de vocês já devem ter notado ao assistir filmes, programas e reportagens sobre os países asiáticos, as pessoas lá não tem a cultura de afeto físico como no Ocidente. Aqui no Brasil por exemplo, é comum pessoas sem relações intimas se cumprimentarem com dois beijos e um abraço, para franceses e latinos isso é comum também, mas para norte-americanos, europeus, asiáticos, etc, é um costume 'estranho' e desconfortável. Assim como nos demais países da ásia, na Coreia do Sul também se é estranho ter contato físico com desconhecidos, esses atos são restringidos apenas para pessoas extremamente intimas. É aí que entra a 'cultura do afeto', as pessoas que são mais intimas, fazem questão de ter contato físico para demonstrar o quanto são próximos, por exemplo, se você tem um amigo mas ele não te abraça, significa que ele ainda não te considera um amigo intimo (ou nem considera amigo). Pelo fato dos asiáticos serem muito tímidos, fazer boas amizades é um pouco mais demorado e é exatamente por este motivo que as amizades verdadeira são consideradas muito valiosas na cultura asiática. E devido a cultura ser muito conservadora e machista, é raro ver amizades entre pessoas de sexos diferentes, pois a maioria não acreditar ser possível existir amizade entre homens e mulheres. Motivo pelo qual as amizades entre homens é tão valorizada: puro conceito machista.

Recapitulando: As demonstrações de afeto com contato físico são uma demonstração de grande intimidade, por isso os grupos de K-Pop sempre estão 'se relando', para passar a imagem que são amigos(as) íntimos e unidos (o que nem sempre é verdade).

Outro exemplo de algo que pode 'chocar' os fãs internacionais uma brincadeira comum na Ásia, na Coreia se chama Ttongchim (똥침) e no no Japão se chama Kancho (você já deve ter visto isso em Naruto). A brincadeira consiste em: pegar o amiguinho desprevenido e 'cutucar' a bunda (para não dizer outra palavra) com os dedos. Então quando fãs ocidental vê fotos como as abaixo e com certeza vão ter um 'choque cultural', por não conhecer a cultura.




Os Flower Boys e Ulzzangs
O padrão de beleza 'flower boy' é muito popular na Coreia, basicamente consiste em um cara de rosto jovial (cara de adolescente), rosto 'delicado' (andrógeno), geralmente com franja, etc. Esse padrão veio dos animes e dos Idols japoneses (claro). Seria tipos os 'emos' ocidentais, só que muito mais difundido.

Os Animes/Mangás Japonês e os Manhwa coreanos fazem muito sucesso na Coreia, assim como no resto da Ásia, não apenas entre os adolescente, mas o público asiático em geral gosta muito de histórias em quadrinhos. A aparência exótica desses personagens influencia os jovens asiáticos, muitos pintam os cabelos ou fazem cirurgias para ficarem iguais aos personagens. Nos últimos 20 anos o visual dos animes foi incorporado a aparência dos Idols japoneses, e posteriormente, foi adotado no K-Pop. Onde os Idols Masculinos tentam parecer com os personagens de Shoujo (Mangás para Pré ou Adolescentes, em enfase, garotas), enquanto as Idols femininas tentam parecer com personagens de Shonen (Mangás destinados á garotos). Isso fica muito óbvio a partir do momento em que você vê as comparações entre os Idols coreanos e personagens de Animes/Mangás/Manhwa (fotos abaixo).

Já citamos isso em Andrógenos no K-Pop: Por que os Idols coreanos parecem meninas (vice e versa)?

(Clique na foto para aumentar)




Já os "Ulzzangs" são uma extensão mais exagerada do padrão de beleza inspirado nos animes, tanto garotas quanto garotos podem ser "Ulzzangs", significa 'rosto bonito'. Basicamente, esse padrão é uma mistura do visual inspirado em animes e a moda japonesa Gyaru, só que um pouco mais leve. A maioria dos "Ulzzangs" segue o mesmo padrão facial: olhos grandes (maquiagem e lentes), nariz fino e pequeno, lábios pequenos, rosto pequeno em formato de "V", pele muito clara, bochechas redondas (nem todos), basicamente um visual tentando imitar algo 'fofo', aspecto 'jovial', 'puro', 'inocente'. As fotos deles geralmente são carregadas de photoshop e filtro branco (whitewhashing), sem contar que muitos dos /das Ulzzangs já fizeram cirurgia plásticas, o que torna esse padrão extremamente irrealista. 



Por que estou citando isso? Porque muitos ocidentais, principalmente os gays, vêem os Idols padronizados e acham que são equivalentes aos "twink", basicamente, gay brancos magros padrão que seguem qualquer moda (não pesquise isso no google, só aparece pornografia, está avisado). Existe sim, de fato, muitos Ulzzangs gays, mas são minoria. Esse é um padrão como qualquer outro. Fiz uma comparação acima com os emos, porém os emos são um padrão bem isolado, enquanto esses padrões citados acima são muitos mais populares.. Pense nos Flower Boys e Ulzzangs como os 'indies' e modelos do 'tumblr', e agora imagine como seria se esse padrão dominasse quase todo o entretenimento voltado aos jovens, é basicamente isso.

Toda via, esses padrões estão sendo lentamente substituídos pelo kit 'coreano que gosta de hip hops', aba reta, calças apertadas nas pernas e soltas no meio, cabelo curto, tatuagens, marra de pegador, regatinha branca pra amostrar os braçim de frango, etc. Nos anos 90 e inicio dos 2000 o Hip Hop era febre na coreia (não o americano, era o coreano mesmo), até hoje em dia ainda existe muitos jovens coreanos aficionados pelo Hip Hop americano dos anos 80 á 90. Atualmente a moda em alto é do trap, twerk e bad bitches, e ainda têm os que seguem os que seguem dois padrões ao mesmo tempo, ulzzang e 'bad bitches, HyunA por exemplo. 



Influencia da moda e androgenia 


Os artistas musicais sempre foram influenciados pela moda e muitos até criam novas tendências. Isto não é diferente na Ásia, porém, a influência da moda no Pop Asiático é muito mais profunda que no Pop ocidental, uma vez que em geral os asiáticos (principalmente as mulheres, claro) são muito interessados em moda, e os coreanos(as) ainda mais que os outros. O fato do mercado musical asiático ser muito mais agitado e mais diversificado que o americano, acaba obrigando os artistas a criarem novos estilos para chamar atenção do público. Então basicamente, o Pop Asiático (Coreano, Japonês, Chinês, Tailandês, etc) tem muita influência da moda para chamar atenção do público, e como a tendencia mundial das passarelas nos últimos anos tem sido a Androginia, o Pop Asiático em geral aderiu.

Alguns artistas do K-Pop são modelos profissionais ou são chamados para desfilar ocasionalmente, como os citados na foto acima. Grupos como BIGBANG e 2NE1 são garotos(as) propaganda de marcas famosas como Chrome Hearts e ADIDAS.

Já citamos isso em Andrógenos no K-Pop: Por que os Idols coreanos parecem meninas (vice e versa)?



O Fanservice
Breve dicionário para quem não sabe o significado desses termos~~  

Fanservice: É uma atitude normalmente voltada para sexualidade, feita pelos artistas para chamar atenção (Agradar os fãs)Essa cultura está relacionada diretamente aos animes japoneses, que são muito populares nos países asiáticos. Um bom exemplo são as bandas de rock antigo, onde os membros se beijavam, ou a famosa cena do VMA de 2003 onde as cantoras Madonna, Britney Spears e Christina Aguilera se beijamE no Kpop também é bem comum ver cantores do mesmo sexo se beijando, ou fazendo atos relacionados a sexualidade, isso pode não estar exatamente relacionado com a orientação sexual deles, é apenas marketing (Muito forçado, mas é). O fanservice é geralmente mais "pesado" nos boys groups, já que eles tem mais fãs garotas (adolescentes). Entenda melhor vendo essa postagem: Tipos de Fanservice Realizados Pelos Ídolos.
Acabou~~  

O fanservice é dito como algo que agrada aos fãs. Muitas pessoas confundem o fanservice achando que se trata exclusivamente de algo sexual e homossexual, o que nem sempre é verdade. Pois o fanservie é tudo aquilo que agrada os fãs, e pode ser desde uma roupa apertada e decotada, a coreografias sensuais, ou simplesmente alguma atitude (aegyo também é considerado fanservice). Existe claro, um fanservice ligado a homossexualidade, cantores, atores, ou personagens de filme e animes que são do mesmo sexo tendo contato físico e troca de carinho. Entretanto, esse aspecto nem sempre está ligado a orientação sexual, mas sim a cultura do afeto como já citado acima.

O fanservise homossexual também está sempre ligado a conceitos 'sexy', como forma de fetiche. As relações afetivas entre homens se transformaram em um grande fetiche devido ao gênero de anime/mangá, "Yaoi", se trata basicamente de histórias centralizadas em dois personagens masculinos que são muito íntimos, esse conteúdo é sempre voltado para o público feminino jovem (adolescentes).

Algumas pessoas justificam que o motivo do público feminino gostar tanto desse gênero é que ele 'foge da realidade', pois histórias românticas de casais héteros seriam muito surreais, já que na vida real os homens não são tão legais e românticos quanto na ficção, por isso uma relação boa e romântica entre dois homens é mais 'provável' do que entre um casal cis hétero. De fato, é um conceito meio distorcido e fantasioso, toda via não deixa de ser verdadeiro já que as garotas que leem essas histórias vivem secadas por casais cis infelizes, por tanto elas chegam a conclusão que casais gays não teriam os mesmo problemas que os cis, como o puro e velho machismo, resignar a mulher/passivo unicamente a ter filhos e cuidar de tarefas domésticas. É claro que esse seria apenas um dos motivos pelo qual o Yaoi é tão famoso, existem diversos outros, você pode conferir o vídeo feito pela Haru, do canal brasileiro de animes "canal da haru", tenta explicar a fascinação do público feminino pelo Yaoi: PORQUE MENINAS GOSTAM DE YAOI.

Como todos vocês já devem saber, a grande maioria dos fãs de K-Pop são garotas jovens, principalmente na Coreia, onde está presente o público alvo, a quantidade de fãs 'garotos' é ainda menor. Os Girlgroups são os que mais têm fãs masculinos, porém dificilmente, isso é atribuído a sexualidade, já que a maioria assiste só para satisfazer seus fetiches. Por exemplo, os caras que estão cumprindo o serviço militar obrigatório não podem ir para casa ou ter encontros, então muitos deles vivem assistindo vídeo de girlgroups (e se fazem flap flap, se é que você me entende).

O K-Pop explora muitos os fetiches da cultura pop asiáticas (principalmente da japonesa), o mais comum é o fetiche das/dos colegiais (estudantes adolescentes), é muito comum ver os Idols usando uniformes escolares muito mais curtos e apertados que os normais. Obviamente pela cultura machista, os maiores 'alvos' dos fetiches são as mulheres, veja abaixo alguns figurinos femininos que exploram algum tipo fetiche:


"Empregada sexy" com vestidos coloridos


Cabaré.


Cheerleader (líder de torcida)


Roupas tracionais alemãs/holandesas.. ou seja lá qual for

Esses foram apenas alguns dos fetiches femininos, mas têm os fetiches masculinos também, apesar de não serem tão variados como os femininos, existem. Geralmente se aplicam ao: machão do hip hop, machão do rock, machão tradicional, machão indie, etc, e tudo tem que ter pelo menos um abdômen definido a mostra.


Jay Park, o cara que diz gostar de bunda grande mas todas as mulher dos vídeos são retas feito tábua, encorpora o "machão do hip hop" em todos os vídeos.


BTS em No more dream, estão mais para 'boyzinho' do hip hop, mas tá valendo.


2PM em "Cabi Song" e um dos fetiches mais clichês já inventados: salva-vidas de piscina.


O falecido "A-JAX" em One 4 U.. Machões... sadomasoquista?

E por aí se estende (estou com preguiça de pesquisar, então comentem aí, mas fetiches clichês), quase todos os vídeo clipes de K-Pop exploram algum fetiche, pode ser suave ou bem obvio mesmo como os citados acima, isso nos leva a outro tópico.

E o que isso tudo tem haver com o meio LGBT?.. Bom, leia o tópico abaixo para entender.


Fanfics, fetichização e cultura do estupro
Breve dicionário para quem não sabe o significado desses termos~~  

Fanfic: É a abreviação do termo em inglês "fan fiction", ou seja, "ficção criada por fãs", mas que também pode ser chamado apenas de Fic. Trata-se de contos ou romances escritos por terceiros, não fazendo parte do enredo oficial dos animes, séries, mangás, livros, filmes. Já no caso dos artistas do K-Pop faz referência á um romance entre os membros de grupos ou cantores, histórias inventadas pelos fãs. (Fanfics normalmente não tem nenhuma ligação com a realidade). 

Ship: São "casais".

Shipper / Shippar: Shipper é um fã de algum casal (não importa qual for o casal e nem se não for uma relação extraconjugal com fundamento reais) e Shippar é torcer para um casal. (mesmo que esse simplesmente não exista). É comum entre fãs de séries/filmes, que torcem para um casal ficar junto no final do enredo da história.
Acabou~~

As fanfics de conteúdo sexual são as mais lidas e em maior quantidade, geralmente expressão os fetiches das fãs (ou 'dos'), em uma sociedade machista como a nossa esses fetiches quase sempre contém doses absurdas de machismo e relações forçadas (cultura do estupro). Começando pelo fato que quase sempre as relações sexuais são forçadas mas depois de excitados os 'personagens' consentem. Ou porque é ambientado em uma relação 'amorosa' tímida que precisa que um dos dois 'tome inciativa' forçada, tipo puxar a pessoa pelo braço ou empurrar contra uma parede..

Todos os dois conceitos são totalmente errados. Primeiro porque ninguém que é forçado(a) a ter relações sexuais vai consentir quando for exitado, ninguém sente prazer apenas por ser excitado/penetrado, isso é claramente parte da cultura do estupro (você já deve ter ouvido falar) que sempre culpa a vitima, além de fazer o estupro parecer algo normal, que não é. Se uma pessoa não quer ter relações sexuais e é forçada, é estupro, não importe se está dentro de um relacionamento e se não teve 'violência', qualquer relação não-consentida é estupro. Já o conceito de 'tomar iniciativa' também é extremamente abusivo, já que uma relação saudável não podem ser 'forçada', mas consistida pelo consentimento de ambos os lados.

As fan fics, são geralmente escritas por garotas que estão acostumadas a esses conceitos machistas, elas acabam os reproduzido sem perceber o quanto eles são errados. Por isso essas fanfics são muito perigosas, não para a pessoa retratada nela, mas sim para quem lê, esses textos passam uma imagem errada do que é uma relação e do que é ter prazer sexual, pode fazer seus leitores pensarem que o 'crush' realmente está afim apenas de puxar a(o) interessado pelo braço, quiser sexo o tempo todo (mesmo quando o parceiro(a) não quer), ser o 'macho alfa' que te orienta em tudo porque você é muito burra(o) para saber decidir qualquer coisa por isso mesmo, e por aí vai, todos esses são conceitos presentes em fanfics, e na cultura coreana em geral (filmes, séries, dramas, clipes, etc). Esses conceitos não apenas são machistas como também são degradantes, colocam a figura passiva / feminina como um objeto da ser cuidado, frágil, sem capacidade de decidir por si mesmo, uma ideologia extremamente sexista que precisa ser desconstruída. Não é porque é parte da cultura coreana que esteja certo, todos países tem seus defeitos, assim como aqui no Brasil a cultura machista também é muito forte e precisa de mudanças.

Vamos fazer uma comparação.. Pense bem: os filmes pornos ocidentais são quase sempre ambientados em situações de estupro, onde o sexo é violento, o sexo oral é tão brutal que as(os) passivas(os) ficam sem folego e têm ânsia de vomito, além falta de proteção, e sem contar outras violências. As pessoas que assistem esses filmes podem até não fazer sexo do mesmo jeito, mas acabam tento uma noção errado do que é prazer. Um ditado da internet diz "filmes pornos ensinam homens a abusar e as mulheres de gostarem de serem abusadas", é aí que nasce o problema, a maioria dos pornos são ambientados nas mesma situações, exitem poucas exceções, assim como as fanfics, são poucas as que não se tratam de relações forçadas. A maioria do público de fanfics são adolescentes e pré-adolescentes, a maioria ainda não teve relações sexuais, as fanfics e os filmes pornos não apenas ensinam sexo de forma errada (sem proteção e forçado), como passam uma imagem errada de relacionamentos, onde o(a) passivo(a) é frágil e sem capacidade de cuidar de si mesmo, isso pode influenciar negativamente os futuros relacionamentos desses leitores.

E o que isso tudo tem haver com o meio LGBT?.. Como pode não ter? Toda essa cultura se aplica também aos gays, lésbicas, etc. E como citamos: fan fics e fan service exploram relações gays como fetiche. Isso causa uma imagem fantasiosa sobre os casais gays.. Uma situação semelhante ao que acontece com as lésbicas no ocidente: elas são fetichizadas em filmes normais e pornos, porém não são aceitas na sociedade e continuam sofrendo discriminação: esse é o efeito do 'fetiche', não ajuda em nada nem os gays, nem as lésbicas, nem trans, nem sequer quem consome essas mídias, pois assim como um cara que assiste um pornozinho lésbico pode ser extremamente machista e homofóbico, uma garota(o) que lê fan fics e gosta de fan service também pode reproduzir machismo e conceitos homofóbicos.

Infelizmente, a homofobia continua, muitos gays acabam não aguentando a pressão, e desistem de viver. Além dos diversos outros que tiveram as carreiras 'destruídas' quando revelado que eram gays. Mas as supostas 'fãs' não ficam felizes com isso, pelo contrário, dão tanto 'chilique' quanto quando os namoros héteros são confirmados.. Hipocrisia detected? Além de vários Idols 'afeminados' serem frequentemente cobrados para 'assumirem logo', alguns desses Idols são: Jokwon do 2AM, Amber do f(x), Key do SHINee.

Até mesmo houve um caso em que um designer foi 'obrigado' a se assumir em um programa. Durante um episódio do programa de culinária 'Share House', membro do elenco e designer de moda Kim Jae-woong desde o episódio piloto, foi instruído pelas outras celebridades do programa "mudar sua voz para ser mais masculino". Em uma mudança desagradável de eventos, a cantora Lee Sang-min encurralou Kim Jae-woong depois que este chegou de um compromisso pessoal com uma conhecida, perguntando-lhe perguntas completamente impessoais e inteiramente apropriadas: "Seja honesto, você gosta de homens? Ou mulheres?" Quando ele (naturalmente e compreensivelmente) disse aos outros membros do elenco que era francamente que não era problema deles, eles responderam que ele estava "apenas sendo demasiado sensível" (!!!!). Todo o incidente terminou com uma "confissão" completamente voluntária, naturalmente, de Kim Jae-woong, depois de suficiente pressão de grupo e tempo sozinho, o que realmente deve ser citado na íntegra: "Eu sou tão homem quanto Sang-min hyung, [Choi] Sung-joon hyung e Ho-young hyung, mas há uma diferença entre eu e eles e é que eu gosto de homens. Eu sempre fui perguntado pelos outros 'o que sou eu' desde que era pequeno. Eu não sou um monstro."

Já houveram vários rumores sobre a orientação sexual de alguns Idols, que gerou uma polemica enorme como o caso envolvendo o Jokwon (2AM) e Soohyun (U-Kiss), que foi uma grande na época (em 2010), porém não houve 'shippers' defendendo, pelo contrário, as 'fãs' estavam 'revoltadas' porque de acordo com elas, os Idols estavam as 'enganado' quando não revelavam sua sexualidade em público.

Também teve o caso do Hon, que era do Mr.Mr. Foi revelado que ele tinha um relacionamento com uma transsexual, e os rumores diziam que eles tinha trabalhado em um bar e roubado dinheiro juntos, além de uma suposta sex tape. A postagem de tornou viral e a empresa, Wining Insight M, se pronunciou, lançou uma declaração em resposta dizendo que Hon e a trans tinham um relacionamento, mas não era de natureza sexual e que as outras alegações eram falsas. Ele acabou deixando o grupo depois da polêmica. Mas o que vem em questão é que, a maioria das fãs coreanas, que são o público alvo, não estavam defendendo, muitos estavam falando que isso não faria diferença já que ele era um 'nugu' (desconhecido, fracassado), além das diversas criticas e claro, muitos não acreditaram que os rumores eram falsos. Mas tá, se as 'fãs' gostam tando de 'ships' gays, por que não ficaram felizes com essa noticia? Muitos vão achar que isso se dá porque ele supostamente cometeu crimes (roubos), mas okay, vamos fazer uma comparação, o Kim Hyun Joong não bateu na namorada, negou que era pai do bebê que ela estava esperando, a chamou de mentirosa e depois não foi 'perdoado' por assumir o filho? Inclusive, as 'fãs' o defenderam desde o começo, e continuaram a defende-lo mesmo sabendo que ele realmente tinha feito tudo o que foi acusado de fazer? Por que num caso as fãs não defenderam e no outro sim?.. Deixo essas questões para vocês formarem suas opiniões.

Concluindo: fetiche não ajuda em nada.


Mas mudanças estão começando..
A falta de familiaridade é parte da razão pela qual a Coréia do Sul pode ser um lugar difícil para pessoas que seja consideradas 'deferentes'. Por isso é necessária a inclusão de gays, lésbicas, trans, etc, na mídia, para promover a afeição entre pessoas de diferentes estilos de vida, já que muitas pessoas acham que gays vivem em 'um mundo aparte', por essa razão a familiaridade é necessária, para que as pessoas percebam que a sexualidade é apenas uma característica como qualquer outra, não algo de torne o indivíduo recluso a sociedade, resumindo, gay é gente, tem problemas que todo mundo têm, trabalham, estudam, são como você e eu.

Infelizmente, a pressão social é tanta, que muitos acabam não aguentando e desistem de viver, como a atriz transsexual Jang Chae-won cometeu suicídio pela pressão da mídia e sociedade coreana por ser homossexual e transsexual e o modelo  Kim Ji-hu cometeu suicídio pela pressão por ser homossexual. Por isso é necessário que exista debate sobre o tema e 'representatividade', para que as pessoas se familiarizem. Assim como no ocidente, apesar de ainda existir muita homofobia, mas ainda sim evoluímos muito socialmente, e muito disso se dá á cultura pop incluir personagens gays e dar atenção aos artistas assumidos e os pro-LGBT. Consegue imaginar o movimento LGBT sem Freedie Mercury, RuPaul, Divine ou Elton John? Além dos diversos artistas pro-LGBT (apoiadores), como as rainhas Cheer e Madonna. E como a própria Madonna disse em uma entrevista recente, nos anos 80 ninguém queria ser associado a comunidade gay por causa da péssima imagem do surto de AIDS, mas mesmo assim ela continuou a apoiar e divulgar a causa e hoje é simbolo da luta contra a homofobia e preconceito. Ela é um bom exemplo de como a cultura pop tem poder de influenciar a sociedade, por isso é essencial que as histórias e trabalhos de artistas LGBT sejam divulgados.

A 'representatividade LGBTQ' já está dando seus passos na mídia coreana, mas tudo começa devagar não é? Vamos mostrar alguns exemplos.



Hong Seok-cheon (홍석천), era ator muito conhecido quando, em 2000, gerou considerável controvérsia no país, ao assumir ser homossexual. Após isso perdeu todos os seus trabalhos na TV. Ficou conhecido como a primeira celebridade abertamente gay da Coreia. Desde então ele abriu vários bares e restaurantes, todos abertos e amigáveis ao público LGBT.

Em 2004, ele ingressou no Partido Trabalhista Democrático e foi selecionado pela revista Time como o herói asiático do ano. Hong também continuou a aparecer regularmente em talk shows, especialmente Yeo Yoo Man Man, em que ele apareceu junto com seus pais e discutiu sua vida desde que assumiu sua orientação sexual. Atuando de forma sábia, Hong estrelou Puzzle (2006) ea  peça de teatro A Midsummer Night's Dream (2009). Ele também fundou o shopping Ne2Nom em 2007 e tornou-se professor na Universidade Nacional de Artes da Coréia (ensinando Broadcast Content Production em 2010 e Fashion Arts em 2011).

Em 2008, ele apresentou o seu próprio talk show, Coming Out, que apresentava questões homossexuais. Apesar do persistente conservadorismo da sociedade coreana, Hong superou a desaprovação pública inicial e gradualmente ganhou aceitação mais popular, especialmente entre a geração mais jovem, em parte por causa de seu ativismo na luta por direitos LGBT. De pequenos trabalhos e aparições, ele agora apresenta shows na televisão a cabo e tem apoio considerável através das redes sociais.

Diversas celebridades coreanas tem mostrado apoio ao Hong Seok-cheon, como os membros do JYJ, quem veem dando suporte ao ator desde que deixaram a SM. Além de muitos outros atores e cantores.

"Na Coreia do Sul, somos levados a acreditar que o sexo gay é perigoso, estranho e sujo. Por tantos anos, eu fui tratado como um estranho em meu próprio país. Estou feliz por estar aqui hoje, falando abertamente sobre quem eu realmente sou." - Hon Seok Cheon

Fonte: wikipedia eng



Lee Kyung-eun (Lee Kyung-yup, Coréia do Sul, 17 de fevereiro de 1975), mais conhecida como Harisu, é uma cantora pop, modelo e atriz transsexual sul-coreana. Sua história de vida é bem singular, pois apesar de ter nascido do sexo masculino, desde de sua infância sempre se afirmou como sendo do gênero feminino, tendo se tornando a primeira artista transsexual de destaque na sociedade sul-coreana. Em 2002, tornou-se a segunda pessoa a ter a sua mudança de gênero reconhecida legalmente na Coreia do Sul. Seu nome artístico é uma adaptação da frase inglesa "hot issue".

No início de 2001, Harisu ganhou certa atenção da mídia quando protagonizou um comercial de uma empresa de cosméticos. No mesmo ano, sua vida foi objeto de um documentário produzido pela emissora coreana de televisão KBS. Ainda em 2001, ela lançou seu primeiro álbum "Temptation". Em 2002, lança seu álbum de maior sucesso "Liar", seguido por "Foxy Lady" (2004), "Harisu" (2006) e "Summer" (2006). 

Desde sua estréia em 2001, Harisu expressou consistentemente o desejo de se casar e ter uma família própria. Em 2005, ela começou a namorar Micky Jung (nome real Jung Yong-jin), um rapper que ela conheceu on-line. Jung, que tinha sido um membro do grupo de dança EQ durante a década de 1990, mais tarde se juntou Harisu da empresa de gestão e trabalhou em seu quarto e quinto álbuns. O casal se separou brevemente em 2006, mas se reuniram depois que Jung a viu namorando outro homem em um programa de TV. Rumores de que os dois se casassem começaram a circular em novembro de 2006 e uma data para o casamento foi anunciada em fevereiro, após reuniões entre suas respectivas famílias. Harisu e Jung estrelaram em um reality show na rede de TV a cabo Mnet mostrando suas vidas diárias e preparativos para o seu casamento, mas o casal foi submetido a duras críticas de internautas.

Em 19 de maio de 2007, Harisu e Jung se casaram no Central City Millennium Hall no distrito Seocho-gu de Seul. A cerimônia foi presidida pela âncora da KBS, Shin Young-il, e oficiada por Kim Suk-kwon, um professor da Universidade Dong-A que havia realizado a cirurgia de mudança de sexo de Harisu na década de 1990. O casal fez a lua-de-mel na ilha tailandesa de Ko Samui e começou sua vida de casado na casa da família Harisu em Nonhyun-dong, no distrito de Gangnam-gu em Seul. O casal disse que planeja adotar quatro filhos, embora a notícia tenha provocado uma reação pública mista. Uma pesquisa da Mnet revelou que 69% dos 1.300 respondentes estavam a favor da decisão de Harisu de adotar, enquanto que em uma pesquisa semelhante por Daum, 58% dos 8.094 respondentes estavam contra a ideia.

Apesar da duras criticas e pressão, a repercussão do sucesso na carreira e vida pessoal da Harisu se tornou um simbolo de esperança para outros gay e trans na Coreia do Sul.




A força e a luta de Harisu inspiraram muitas pessoas, especialmente um quarteto de mulheres trans, que acabaram se tornando o primeiro grupo transgênero de K-Pop, o LADY. Desde o princípio as integrantes citavam a artista como sua fonte de inspiração e demonstravam a grande admiração por ela. O grupo já se desfez (2005 – 2007), porém deixou sua marca registrada na história da música popular sul-coreana, e com certeza ainda é motivo de orgulho para a comunidade LGBT da Coreia do Sul. Confiram o videoclipe de “Attention”.

Texto original da postagem Harisu: A faísca da revolução em prol do incêndio da diversidade, do blog Caracol Com Estrela.



O casamento do diretor Kim Jho Gwang-soo ficou conhecido sendo o primeiro casamento de pessoas do mesmo sexo na Coreia, apesar de ser apenas simbólico já que o ato permanece ilegal no país asiático conservador. A cerimonia acontece em setembro de 2013. Não, você não leu errado, foi em 2013 mesmo, ainda foi mais cedo que o Japão, pois de acordo com o site da CNN, o primeiro casamento em pessoas do mesmo sexo foi entre duas lésbica em 2015.

Vestido de branco, Kim Jho Gwang-soo e seu parceiro por nove anos, Kim Seung-hwan, encenaram uma cerimônia em um palco com vista para um riacho, com um coro e vários artistas realizando um tributo musical.

"É importante que sejamos ou não um casal legalmente ligado, mas o que é mais importante, queremos que as pessoas saibam que os gays também podem se casar na nossa sociedade".

Centenas de pessoas participaram da cerimônia de duas horas, apelidada de "Kim Jho Gwang-soo e Kim Seung-hwan's Righteous Wedding", que contou com os parceiros lendo seus votos e cantando uma canção para ilustrar sua história de amor.

Kim dirigiu um punhado de filmes bem recebidos por audiências domésticas e saiu em 2005 durante uma exibição. Ele co-fundou uma empresa de produção "Rainbow Factory" com seu parceiro que é especialista em filmes LGBT.

O casal disse que eles usariam os tradicionais presentes de dinheiro de casamento que receberam para lançar um centro para questões LGBT.

Fonte: Reuters



O Girl group Mercury estreou em março 2016, originalmente tinha 3 membros, mas atualmente tem 4. Esse grupo porém tem um diferencial, uma de suas integrantes é uma modelo transgênero. 

A modelo, atriz e cantora Choi HanBit, passou por uma cirurgia de mudança de sexo em 2006. Em função desse fato, o grupo ganhou bastante destaque nos sites de notícia internacionais sobre a cultura coreana. Além disso, fãs internacionais de K-Pop, inclusive os brasileiros, estão dando bastante apoio ao grupo através das redes sociais!

Em 2009, Choi HanBit participou do programa Korea’s Next Top Model, Cycle 3, onde concorreu com mais de 1.200 participantes. Neste programa, ela chegou ao Top 10 de modelos e ganhou bastante atenção do público. Após sua saída do programa, Choi HanBit apareceu em uma série de programas de televisão e manifestou o desejo de se tornar uma atriz. Além disso, ainda antes de estrear com o grupo Mercury, HanBit lançou um álbum solo chamado Not my Style, em 2015.




Direitos LBGTQ e Festival Queer
Embora não haja leis que reconheçam casais do mesmo sexo dando-lhes os mesmos benefícios que os casais heterossexuais, ou apenas protegendo pessoas LGBTQ na Coreia do Sul, a comunidade LGBTQ coreana trabalha duro para conquistar seus direitos. Coisas como o "Queer Festival", fundado em 2000, deram formas para a comunidade LGBTQ celebrarem juntos seu orgulho e protestarem contra a homofóbica. Para proteger os participantes, o festival pede a todos os fotógrafos que desfoquem os rostos e para usar óculos escuros ou máscaras faciais para evitar ataques homofóbicos fora do festival.

Apesar de vários protestos anti-gay, o evento seguiu anualmente, e a 10 ª edição do festival em 2010 que foi realizada na área de Jongno de Seul, contou com a participação de representantes de várias ONGs coreanas, incluindo Baram Sory (o Grupo de Direitos Humanos dos Gays) a Fundação Lésbica Coreana, o Centro de Aconselhamento Lésbico na Coreia do Sul, o Womenlink coreano, Outeen, Unninetwork e Butchway 2010 Estúdio. Infelizmente o desfile foi proibido em 2015. Isso atraiu a atenção internacional para o evento, com a maior parte dele sendo crítico do progresso alcançado com relação aos direitos LGBT na Coréia do Sul.

Mas foi novamente liberado em 2016, e bateu recorde de participantes, mais de 50 mil pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros, juntamente com os seus apoiantes apareceram no Seoul Plaza para demonstrar seu orgulho e lutar contra a homofobia.

Fonte: Kpop Amino


Suporte
Em uma sociedade que evita as pessoas gays devido a uma infinidade de razões, pode ser difícil viver confortavelmente ou encontrar a paz dentro de si mesmo. Felizmente, a Coréia oferece uma infinidade de grupos de apoio que atendem à cultura gay em sua própria maneira original. Não só há um orgulho gay anual, mas também há um divertido arco-íris percorrendo as ruas de Itaewon, mini concertos de apoio à consciência, Facebook grupos para se juntar, coros gay e o grupo de apoio 'Pais de  Crianças LGBT'.

'Pais de Crianças LGBT ' são um grupo de mães que andam durante eventos LGBTQ dando abraços e compartilhar o amor com aos gay da Coréia. É bastante emocionante ver várias pessoas imromperem em lágrimas ao receber um abraço quente de uma ahjumma dizendo que vai amá-los incondicionalmente. Veja um vídeo aqui.


Saunas e outros locais exclusivos para gays
Além da várias boates destinadas ao público LGBT, incluindo alguns de propriedade do Hong Seok-cheon, existe vários outros lugares destinados ao público gay que são geralmente identificados com bandeiras de arco-iris, como a famosa área "Homo Hill" em Itaewon, que contém bares, cabarés, clubes, karaokês, e outros locais destinados ao público gay, muito frequentado por estrangeiros e por soldados coreanos.

Um blog chamado Korean Expose explora a sauna a partir da perspectiva de um homem gay vivendo em Seul, compartilhando suas experiências em uma dessas sauna. Ele explica que as toalhas são amarradas ao corpo dos frequentados de forma estratégica, para apontar a passividade. E acontecem atos sexuais, apenas quando se é consentido, muitas vezes resultando em uma grande orgia. Uma vez que a diversão está terminada, os clientes voltam para o chuveiro, vestem seus ternos ou roupas modernas e discretamente desaparecem de volta para as luzes movimentadas da Coréia do Sul heterossexual.

Leia mais sobre as saunas em: koreaboo.



Drag queens e 'aplicativos gay'
Drag queens-
Acredite ou não, a Coréia é o lar de um monte de Drag Queens. Alguns podem pensar: "Se os coreanos não acreditam na homossexualidade, haveriam drag queens?" A resposta é sim. Em clubes gays, showcases de arte, performances noturnas, shows de comédia e até protestos, Drag Queens pode ser visto em toda a Coréia mais do que você esperaria. Bem, pelo menos em Itaewon. Incluindo a famosa drag queen "Hurricane Kimchi" que se tornou uma sensação de TV. Veja um artigo sobre ela aqui

Apps Gay-
Existe diversos aplicativos de namoro gay e na Coreia não é diferente, existem vários. Infelizmente, o governo da Coréia proíbe o uso de aplicativos populares de namoro gay, como 'Grindr' (Gay Tinder, mas as gays tinha isso primeiro!) e muitos outros. No entanto, alguns experientes em tecnologia desenvolveram seus próprios aplicativos em busca de seus amigos. Acredite ou não, Seoul está repleta de homens gays e você não pode sequer passar a marca 100 homem no aplicativo antes que ele atinja o status "1 milha de distância". Nem os Youtubers resistem em falar sobre isso. Veja um vídeo aqui.


"Guia gay de Seoul"
No caso de você estar curioso sobre onde ir, o que fazer e onde ficar quando visitar a Coréia por qualquer razão relacionada ao meio gay, você pode pesquisar sobre 'Gay Seoul Guide', que se trata de uma lista atualizada anualmente que apresenta todas as informações de tendências, como melhores bares que hotéis são mais baratos e mais próximo à vida noturna gay, e ainda oferece sites como 'travelgayasia' para você descobrir as partes mais 'alegres' de Seul e muito mais!

Fonte: allkpop.


MVs do K-Pop com temática LGBT

4L - Move: No vídeo duas membros aparecem se 'pegando'. Obviamente se trata de fetiche com lésbicas, apesar de ser comum no ocidente e ser explorados nos animes e fanservice, ainda sim continua sendo polemico na Coreia.

Brown Eyed Girls - Abracadabra: Em 2010, o tema gay não era algo que você realmente veria envolvido no K-Pop. No entanto, a deusa GaIn introduzia lentamente tais idéias sensuais através da coreografia de "Abracadabra".

Cheetah's - My Number: Não necessariamente é um MV com conceito gay elaborado, mas definitivamente exibe alguns dançarinos drag queen. As pessoas podem não gostar, mas é simplesmente outra parte da cultura e moda gay. Isso mostra que os gays também estão construindo uma forte presença na mídia ao invés de ser um acessório, especialmente porque eles tiveram tempo para brilhar por conta própria no MV.

N.O.M - A Guys: Se trata de um conceito drag queen/ fierce. Apesar de ser comum no ocidente, foi uma novidade na Coreia. O que pode ser um começo, já que é a primeira vez que foi dada a oportunidade para esse conceito.

Girl's Day- Female President: "Female President" fala sobre a mulher tomar atitude sobre relacionamento, como se declarar abertamente e dar o primeiro beijo (esse é o refrão da música). Alguns podem ver MV Girl's Day como um espetáculo para 'ships' e fan service mas também deve ser levado em conta a letra, que tem várias frases interessantes como: "Nossa nação tem uma presidente feminina" e "agora é o tempo, você pode começar primeiro", além de descrever os desafios que as mulheres enfrentam e a coragem para vence-los. A cena de Hyeri puxando em Minah para que o beijo é, pode ser interpretada como um incentivo para os gays se assumirem e perceberem que o país está experimentando mudanças. Então agora é a hora, você pode beijar primeiro.

MAMAMOO - Um Oh Ah Yeh: Outro plot twists gay famoso foi o do MAMAMOO com sucesso "Um Ah Oh Yeh". A canção é francamente espirituoso como toda a pessoa que eles estão perseguindo que é 100% seu estilo, e a amante é realmente uma mulher! Fale sobre um "Girl Crush" (inteligente, hein?)! A coisa é, MAMAMOO usaram esse conceito apenas para obter uma reação, elas definitivamente destacaram o conceito pansexual / sem gênero. Você simplesmente ama algo pelo que é, sem explicação, e não é o gênero que está as detendo neste MV.

BESTie - Excuse Me: Esse MV brinca introduziu um tema gay em seu MV visual e liricamente. O vídeo gira em torno das meninas que encontram um par óculos mágico que supostamente mostraria o que os homens pensam em fazer ou suas intenções. Elas veem as 'reais intenções' dos homens a sua volta e de repente se depararam com dois caras andando juntos e obviamente enxergam seus pensamentos através dos óculos mágicos: os dois são um casal, o que deixa as meninas do grupo 'chocadas', depois elas percebem que todos os caras em volta delas são casais gays. O MV obviamente brinca com o clichê comum: "Quando o homem não é babaca, é compromissado ou é gay". Apesar de ser uma abordagem cômica, fica obvio que o 'desespero' das mulheres em não ficar sozinhas é tanto ao ponto de não perceberam algo tão obvio como a sexualidade de um cara. Também não precisa dar em cima de todo mundo, né.. Pode ser desconfortável para algumas pessoas.

Baby Soul & Yoo Jia - She's A Flirt' (ft. Dongwoo): Esta foi outra inesperada mas bela representação dos conceitos LGBT com uma pitada favoritismo (fetiche) lésbico. A canção "She's a Flirt"  é muito triste, mas o vídeo realmente emula um belo relacionamento secreto. De seus anéis de casal e quente abraços acolhidos aos seus toques sensuais na cama e quando ela inclina a cabeça no ombro da outra menina! Sendo representado de uma forma mais natural assim como Please Don't do K.Will.

SISTAR - One More Day: O MV segue duas mulheres jovens no coração de um triângulo amoroso. Uma das personagens está presa a um relacionamento abusivo e recebe ajuda da companheira. O vídeo tem um desfecho um pouco sombrio, mas vale a pena assistir.

K.Will - Please Don't: Esse é o MV de temática gay mais popular no K-Pop. O interessante do vídeo é que parece ser mais um clichê de amor-hétero não correspondido, mas então no final apresenta o interesse homossexual em um plot twist inesperado. O MV não glamorizou a homossexualidade como uma cultura sexual ou fetichizada como nos casos citados a cima, mas na verdade como seres humanos que valorizam relacionamentos sérios com o amor verdadeiro.

Nell - The Day Before: De longe um dos MVs temática LGBT mais tristes. Primeiro - este MV tem várias interpretações, mas está fortemente ligada ao suicídio e à homossexualidade. O MV retrata a gravação do suicídio de um homem que seu "possível" interesse romântico encontra. Enquanto ele assiste ao vídeo, está revivendo os cenários, antes que seu amante se envenenou, como se estivesse lá, sendo guiado através de cada conversa e testemunhando a depressão de seus amigos como ele estava impotente em salvá-lo do que "ele não podia reconhecer". A letra "é tão difícil de descobrir" e "não poderia viver assim" está se referindo a ser fechado e reprimido. Ele está apaixonado e não poderia lidar com o fato de não ser aceito sociedade ou ser rejeitado por aquele que ama.

Fonte: allkpop


Mais artigos e referencias



E aí, existe gays no K-Pop ou não?
É simplesmente impossível não haver.. E sinceramente, essa questão tem sido abordada de forma muito preconceituosa pela fãs de K-Pop, que geralmente parecem não ter interesse em 'representatividade', mas apenas em saber se existe chance "do oppa comer uma delas ou não" (desculpe o linguajar vulgar). Essa questão não deveria ser abordada dessa forma, na verdade deveria não deveria ser motivo de debate, afinal, as fãs de K-Pop, principalmente as coreanas, aceitam sem questionar quando um Idols 'rotula' seu 'tipo ideal' descrevendo as característica físicas que lhe atraem mais, mesmo quando isso é algo ofensivo como o caso o Shindong do Super Junior, que é gordo mas diz não gostar de mulheres gordas e que 'mulheres não podem ser gordas e homens sim'. Essas atitudes são aceitas pelas fãs, mesmo quando elas não se encaixam no padrão que os Idols dizem se atrair. Então, se elas não tem dificuldade de aceitar quando um Idol é babaca, por que é tão difícil assim aceitar que seu Idol é gay? Existe tantos gays e lésbicas que gostam de músicas de 'artistas héteros' e eles não tem dificuldade de gostar de algo mesmo que eles não seja o público alvo. Não seria incrível se isso acontecesse ao contrário também?


Acabou.
Gostaram da postagem?
Comentem!


Tags: ,

0 comentários:

Postar um comentário

 
sample64

Seja nosso Afiliado

Clique aqui para se afiliar

sample41

Secret Brasil

Visite a fanbase brasileira do Secret.

sample42

N:sonic Brazil

Visite a fanbase brasileira do N:sonic.

sample41

Sensaciona -lismo do Kpop

Página de notícias/zuera do K-Pop .

sample43

A.KOR - 에이코어 Brazil

Visite a fanbase brasileira do A.KOR.

sample42

Joy Brasil

Visite a fanbase brasileira da Joy (Red Velvet).

sample43

Kim Yerim Brazil

Visite a fanbase brasileira da Yeri (Red Velvet).

sample42

Seulgi Brasil

Visite a fanbase brasileira da Seulgi (Red Velvet).

sample43

Kpop Tumblr

Página voltada para todo tipo de conteúdo de K-Pop.

sample42

Rua das Begônias

Blog sobre cultura pop japonesa e coreana.

sample43

Seja nosso Afiliado

Clique aqui para se afiliar.

sample64

Seja nosso Afiliado

Clique aqui para se afiliar.

Copyright © Hallyu Town | Designed by Templateism.com